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Pontal do Paraná 
Para tentar barrar o processo de emancipação que crescia a olhos vistos, a Prefeitura de Paranaguá criou a EMDEPRAIAS – Empresa de Desenvolvimento das Praias, órgão este que ficou responsável pela gestão pública do nosso litoral. Todavia, o organismo criado pela municipalidade parnanguara não atendia às necessidades dos balneários e tão pouco representava os moradores e veranistas em suas pretensões.
Nos primeiros meses de 1995, a campanha para a realização de um plebiscito crescia assustadoramente na medida em que o poder público da municipalidade de Paranaguá, mostrava-se inapta e despreocupada com a situação cada vez mais grave nas praias. Slogans como “DIGA SIM” ou “EMANCIPAÇÃO JÁ”, ganhavam a opinião entre moradores e veranistas, estampando camisetas, adesivos de veículos, placas, faixas convocando todos para a luta de emancipação.
Finalmente, após uma luta titânica de meses de campanha pela emancipação, o Tribunal de Justiça Eleitoral do Paraná autorizava a realização para a consulta popular – plebiscito – determinando o dia 22 de outubro de 1995 para a sua realização. O que se verificou a seguir foi uma luta jurídica sem trincheiras. O município de Paranaguá, ante a expectativa de perda das “suas” praias, usa de todos os artifícios na expectativa de impedir a realização da consulta aos moradores sabendo já antecipadamente do resultado caso viesse a se realizar.
Pressionando politicamente autoridades envolvidas no processo, momentaneamente a consulta popular é impedida mediante liminares do Poder Judiciário. Nesse momento, o Conselho das Associação das Praias de Paranaguá – CPPP – sob a presidência do Dr. Rudisney Gimenes, apela para o Supremo Tribunal de Justiça. O ministro Sepúlveda Pertence concede a cassação da liminar e autoriza que o plebiscito popular fosse realizado em 10 de dezembro de 1995. E o resultado não poderia ser outro e a vitória foi esmagadora como mostram os números da apuração.
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APURAÇÃO |
VOTOS |
PORCENTAGEM |
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TOTAL |
1648 |
100% |
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SIM |
1450 |
88% |
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NÃO |
159 |
9,7% |
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BRANCOS |
17 |
1% |
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NULOS |
22 |
1,3% |
No dia 20 de dezembro de 1995, a Assembléia Legislativa do Estado do Paraná, vota e assina a Lei que é o registro de nascimento do município litorâneo de Pontal do Paraná. Terminava assim a luta pela emancipação. Em outubro de 1996 foi realizada a primeira eleição para a constituição do Poder Executivo e Legislativo do mais novo município paranaense. O primeiro prefeito foi o médico Hélio Gaissler Queiroz e a câmara municipal constituída de 9 vereadores. O segundo prefeito municipal eleito em 2000 foi o então vice prefeito José Antônio da Silva, conhecido como o Zé do Pontal. Em 2004, foi eleito umas das lideranças maiores do processo de emancipação, o médico Rudisney Gimenes para um mandato até 2008.
Situação Sócio-econômica
Pontal do Paraná, por ser um muni
Dados Geográficos
O Município de Pontal do Paraná enquadra-se na planície costeira de Praia de Leste, caracterizando-se por um relevo bastante suave e de baixa altitude, que recebe a designação genérica de restinga.
· Latitude Sul 25º40’
· Longitude W-Gr 48º25’
· Clima - subtropical com temperatura média nos meses mais quentes de e 22º C e nos meses mais frios de 18º C.
· Área da superfície do Município - 207 Km²
· Pluviosidade - o período mais chuvoso é o verão, sendo o mês de fevereiro o que apresenta maior precipitação (350mm) e o período mais seco, o inverno a precipitação é de 100mm, sendo a precipitação média anual do Município de Pontal do Paraná está em torno de 2.000mm.
Limites
O município faz divisas ao Sul com o município de Matinhos, a Oeste com o Município de Paranaguá e a leste e norte é banhado pelo Oceano Atlântico. O Estado do Paraná possui apenas 50 quilômetros de praias das quais 23 quilômetros encontram-se dentro do município e com excelentes índices de balneabilidade...
Matinhos
Esse trecho arenoso de mata baixa(mata de restinga, rica em epífitas) era conhecido como Matinho(sem o “s”).Em suas imediações, ao norte, desaguava um pequeno rio, que recebia topônimo homônimo.Era o Rio Matinho, já referido em 1820 por Saint Hilaire, atualmente retificado e canalizado.
A designação de Matinho, usual naqueles tempos, encontra-se nos mapas antigos.Com a chegada dos banhistas, o nome original foi alterado para Matinhos. A mata de restinga já não existe, dela nada restou!Era o “Matinho” daqueles poucos que aí moravam ou por aí passavam.Do matinho derrubado surgiu Matinhos, a cidade.
Conhecemos parte do que fora o “matinho”.Freqüentamos o balneário de Matinhos desde 1931.De certo modo, acompanhamos seu desenvolvimento através dos anos, a princípio muito lento e ultimamente acelerado e desordenado.No começo, apesar de não oferecer as facilidades da cidade, era um lugar aprazível e encantador.
Os primeiros vestígios da presença do homem na região foram encontrados no Sambaqui de Matinhos.Trata-se de remanescentes culturais de um povo que viveu no litoral do Paraná aproximadamente entre 3.000 e 5.000 anos passados, muito antes da presença do índio carijó.
Com a ocupação do território pelos portugueses, houve a miscigenação das culturas indígena e européia, que deu origem ao caboclo.Muito pouco se sabe a respeito da história da região de Matinhos e de seus primeiros povoadores, cujos descendentes aí viviam no início do estabelecimento dos balneários de Caiobá e Matinhos.
Isolados do resto do estado, os caboclos conservavam certos traços culturais herdados do indígena e do elemento lusitano.As enormes dificuldades de sobrevivência tornaram seu modo de vida extremamente simples, sem maiores preocupações artísticas com os utensílios do dia a dia, além daqueles de sua utilização prática.
Com o crescimento dos balneários, muita tradições caboclas desapareceram, como o estilo das casas, os aspectos da cozinha, o engenho de mandioca, etc.A tradição da pesca adaptou-se as novas exigências da comunidade.A canoa a remo e a vela foi substituída pela de motor 2 tempos.
Matinhos ficou sob a administração de Matinhos até 31 de Julho de 1938, quando o município homônimo foi extinto e anexado ao de Paranaguá. Ao ser restabelecido em 11 de Outubro de 1947, o Município de Matinhos perdeu a região de Matinhos. que ficou no território parnanguara.No dia 12 de Junho de 1967 foi promulgada a lei de emancipação do Município de Matinhos, que foi formalmente instalado em 19 de Dezembro de 1968.
A paisagem do Município de Matinhos é diversificada, compreendendo parte do maciço montanhoso da Serra da Prata e amplas áreas da planície costeira da Praia de Leste.Cada conjunto apresenta características próprias do ponto de vista geográfico, geológico e dos recursos naturais renováveis e não renováveis.
Trechos retirados do livro - Matinho: Homem e Terra / Reminiscências... Autor: João José Bigarella
Leia a obra completa que é muito interessante e enriquecedora.
Direitos: Prefeitura Municipal de Matinhos e Fundação João José Bigarella para Estudos e Conservação da Natureza.
Uma viagem nos idos de 1820...
Auguste Saint Hilaire, famoso naturalista francês, passou por Matinhos e Caiobá. De seu relato, algumas frases e opiniões:
“ Para ir de Paranaguá a Matinhos era preciso que houvesse pirogas e remadores para chegar à extremidade da baía(Pontal de Paranaguá).Após desembarcar no Pontal, era preciso encontrar carroças puxadas por bois, que pela orla do mar me levassem e à minha bagagem até a “baía de Caiobá”.
“Havia muito que o sol desaparecera quando partimos.Costuma-se percorrer de noite essa praia, porque os bois andam mais depressa sem a claridade do dia”.
“De madrugada chegamos à embocadura dum riozinho chamado Rio Matinho.Aí foi preciso esperar a maré baixa para que se pudesse passar”.
“De Matinho à Caiobá o terreno eleva-se acima da praia, com uma vegetação cheia de arbustos.É de se crer que vegetação semelhante margeia também a extensão da praia que a noite percorrêramos”.
“ Caiobá é uma enseada semi-circular designada como Baía de Caiobá.Nesse lugar o terreno não é mais baixo e alagadiço como em Paranaguá.Montes elevados e cobertos de mato estendem-se até o mar, e não permitem mais aos carros de bois costear.O caminho não é praticável senão por cavaleiros e pedestres.”
Matinhos está localizada no litoral do Paraná, com uma área aproximada de 215 km quadrados e 3 metros acima do nível do mar.
O clima é muito bom durante todo o ano, com temperatura média de 28 graus no verão e 20 graus no inverno, o que proporciona uma grande regularidade nas condições climáticas.
Está situada à 110 km de Curitiba, a capital do estado, e possui 36 balneários, iniciando no balneário Jardim Monções onde faz limite com o município de Pontal do Paraná e vai até o famoso Balneário de Caiobá, onde faz a divisa com Matinhos, são quase 17 kms de belas praias.
Em seu território correm 9 rios e são eles: da Draga, Matinhos, da Onça, Canal da Lagoa Amarela, Indaial, Novo, Cambará, do Meio e Cachoeirinha.
Em seu perímetro possui os morros Cabaraquara, Escalvado, Canela, Bico Torto, Taguá, Pedra Branca, Batatal e do Boi.
Também possui duas ilhas, a ilha do Farol e os Rochedos de Itacolomi.
População aproximada: 24.178 pessoas ( censo realizado no ano 2.000)
Número de eleitores: 19.597 pessoas votaram na eleição de 2004.
Estimativa atual da população do município: 32.000 pessoas.