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Pontal do Paraná

Pontal do Paraná é um dos mais jovens municípios do Estado do Paraná. Ele foi criado pela Lei Estadual Nº11252, de 20 de dezembro de 1995, como conseqüência de um processo de emancipação do município de Paranaguá ao qual pertencia com a denominação de “praias de Paranaguá”. Com o fortalecimento democrático das associações comunitárias de moradores dos balneários de Praia de Leste, Pontal do Sul, Canoas e Primavera, o movimento separatista ganhou força e adeptos. Surgia então o Conselho das Associações das Praias de Paranaguá, que incluía o Grupo de Mães do Litoral e do Lions Club. Foi a principal frente do movimento de criação de um novo município a partir de outubro de 1994, sob a liderança do Dr. Rudisney Gimenes, presidente escolhido pelo Conselho das Associações das Praias de Paranaguá – CPPP -.Um esquecimento por parte do município sede, agilizou ainda mais o desejo de emancipação.

Para tentar barrar o processo de emancipação que crescia a olhos vistos, a Prefeitura de Paranaguá criou a EMDEPRAIAS – Empresa de Desenvolvimento das Praias, órgão este que ficou responsável pela gestão pública do nosso litoral. Todavia, o organismo criado pela municipalidade parnanguara não atendia às necessidades dos balneários e tão pouco representava os moradores e veranistas em suas pretensões.

Nos primeiros meses de 1995, a campanha para a realização de um plebiscito crescia assustadoramente na medida em que o poder público da municipalidade de Paranaguá, mostrava-se inapta e despreocupada com a situação cada vez mais grave nas praias. Slogans como “DIGA SIM” ou “EMANCIPAÇÃO JÁ”, ganhavam a opinião entre moradores e veranistas, estampando camisetas, adesivos de veículos, placas, faixas convocando todos para a luta de emancipação.

Finalmente, após uma luta titânica de meses de campanha pela emancipação, o Tribunal de Justiça Eleitoral do Paraná autorizava a realização para a consulta popular – plebiscito – determinando o dia 22 de outubro de 1995 para a sua realização. O que se verificou a seguir foi uma luta jurídica sem trincheiras. O município de Paranaguá, ante a expectativa de perda das “suas” praias, usa de todos os artifícios na expectativa de impedir a realização da consulta aos moradores sabendo já antecipadamente do resultado caso viesse a se realizar.

Pressionando politicamente autoridades envolvidas no processo, momentaneamente a consulta popular é impedida mediante liminares do Poder Judiciário. Nesse momento, o Conselho das Associação das Praias de Paranaguá – CPPP – sob a presidência do Dr. Rudisney Gimenes, apela para o Supremo Tribunal de Justiça. O ministro Sepúlveda Pertence concede a cassação da liminar e autoriza que o plebiscito popular fosse realizado em 10 de dezembro de 1995. E o resultado não poderia ser outro e a vitória foi esmagadora como mostram os números da apuração.

APURAÇÃO

VOTOS

PORCENTAGEM

TOTAL

1648

100%

SIM

1450

88%

NÃO

159

9,7%

BRANCOS

17

1%

NULOS

22

1,3%

No dia 20 de dezembro de 1995, a Assembléia Legislativa do Estado do Paraná, vota e assina a Lei que é o registro de nascimento do município litorâneo de Pontal do Paraná. Terminava assim a luta pela emancipação. Em outubro de 1996 foi realizada a primeira eleição para a constituição do Poder Executivo e Legislativo do mais novo município paranaense. O primeiro prefeito foi o médico Hélio Gaissler Queiroz e a câmara municipal constituída de 9 vereadores. O segundo prefeito municipal eleito em 2000 foi o então vice prefeito José Antônio da Silva, conhecido como o Zé do Pontal. Em 2004, foi eleito umas das lideranças maiores do processo de emancipação, o médico Rudisney Gimenes para um mandato até 2008.

Situação Sócio-econômica

Pontal do Paraná, por ser um muni cípio novo não possui indústrias. A economia está baseada nas atividades relacionadas ao turismo, que emprega a maioria da população fixa e atrai pessoas de todos os cantos do país, durante a temporada de verão, período que compreende os meses de dezembro a março. A outra época, identificada como baixa temporada, a economia caracteriza-se pela pesca e eventos como: Festa da Tainha, Festa do Camarão, Camacho (festa do camarão e do chope), etc.

Dados Geográficos

O Município de Pontal do Paraná enquadra-se na planície costeira de Praia de Leste, caracterizando-se por um relevo bastante suave e de baixa altitude, que recebe a designação genérica de restinga.

·   Latitude Sul 25º40’

·   Longitude W-Gr 48º25’

·   Clima - subtropical com temperatura média nos meses mais quentes de e 22º C e nos meses mais frios de 18º C.

·   Área da superfície do Município - 207 Km²

·   Pluviosidade - o período mais chuvoso é o verão, sendo o mês de fevereiro o que apresenta maior precipitação (350mm) e o período mais seco, o inverno a precipitação é de 100mm, sendo a precipitação média anual do Município de Pontal do Paraná está em torno de 2.000mm.

Limites

O município faz divisas ao Sul com o município de Matinhos, a Oeste com o Município de Paranaguá e a leste e norte é banhado pelo Oceano Atlântico. O Estado do Paraná possui apenas 50 quilômetros de praias das quais 23 quilômetros encontram-se dentro do município e com excelentes índices de balneabilidade...

 

            

Matinhos

Entre Caiobá e Pontal do Sul, a praia arenosa é interrompida, por algumas dezenas de metros, por um costão rochoso de altura insignificante.Nesse local, quem viajava de Paranaguá a Matinhos pela orla marinha era obrigado a deixar a praia e atravessar um trecho de restinga de pouco mais de 100 metros, para então retornar à praia até chegar a Caiobá.

Esse trecho arenoso de mata baixa(mata de restinga, rica em epífitas) era conhecido como Matinho(sem o “s”).Em suas imediações, ao norte, desaguava um pequeno rio, que recebia topônimo homônimo.Era o Rio Matinho, já referido em 1820 por Saint Hilaire, atualmente retificado e canalizado.

A designação de Matinho, usual naqueles tempos, encontra-se nos mapas antigos.Com a chegada dos banhistas, o nome original foi alterado para Matinhos. A mata de restinga já não existe, dela nada restou!Era o “Matinho” daqueles poucos que aí moravam ou por aí passavam.Do matinho derrubado surgiu Matinhos, a cidade.

Conhecemos parte do que fora o “matinho”.Freqüentamos o balneário de Matinhos desde 1931.De certo modo, acompanhamos seu desenvolvimento através dos anos, a princípio muito lento e ultimamente acelerado e desordenado.No começo, apesar de não oferecer as facilidades da cidade, era um lugar aprazível e encantador.

Os primeiros vestígios da presença do homem na região foram encontrados no Sambaqui de Matinhos.Trata-se de remanescentes culturais de um povo que viveu no litoral do Paraná aproximadamente entre 3.000 e 5.000 anos passados, muito antes da presença do índio carijó.

Com a ocupação do território pelos portugueses, houve a miscigenação das culturas indígena e européia, que deu origem ao caboclo.Muito pouco se sabe a respeito da história da região de Matinhos e de seus primeiros povoadores, cujos descendentes aí viviam no início do estabelecimento dos balneários de Caiobá e Matinhos.

Isolados do resto do estado, os caboclos conservavam certos traços culturais herdados do indígena e do elemento lusitano.As enormes dificuldades de sobrevivência tornaram seu modo de vida extremamente simples, sem maiores preocupações artísticas com os utensílios do dia a dia, além daqueles de sua utilização prática.

Com o crescimento dos balneários, muita tradições caboclas desapareceram, como o estilo das casas, os aspectos da cozinha, o engenho de mandioca, etc.A tradição da pesca adaptou-se as novas exigências da comunidade.A canoa a remo e a vela foi substituída pela de motor 2 tempos.

Matinhos ficou sob a administração de Matinhos até 31 de Julho de 1938, quando o município homônimo foi extinto e anexado ao de Paranaguá. Ao ser restabelecido em 11 de Outubro de 1947, o Município de Matinhos perdeu a região de Matinhos. que ficou no território parnanguara.No dia 12 de Junho de 1967 foi promulgada a lei de emancipação do Município de Matinhos, que foi formalmente instalado em 19 de Dezembro de 1968.

A paisagem do Município de Matinhos é diversificada, compreendendo parte do maciço montanhoso da Serra da Prata e amplas áreas da planície costeira da Praia de Leste.Cada conjunto apresenta características próprias do ponto de vista geográfico, geológico e dos recursos naturais renováveis e não renováveis.

Trechos retirados do livro - Matinho: Homem e Terra / Reminiscências... Autor: João José Bigarella

Leia a obra completa que é muito interessante e enriquecedora.

Direitos: Prefeitura Municipal de Matinhos e Fundação João José Bigarella para Estudos e Conservação da Natureza.

Uma viagem nos idos de 1820...

Auguste Saint Hilaire, famoso naturalista francês, passou por Matinhos e Caiobá. De seu relato, algumas frases e opiniões:
“ Para ir de Paranaguá a Matinhos era preciso que houvesse pirogas e remadores para chegar à extremidade da baía(Pontal de Paranaguá).Após desembarcar no Pontal, era preciso encontrar carroças puxadas por bois, que pela orla do mar me levassem e à minha bagagem até a “baía de Caiobá”.

“Havia muito que o sol desaparecera quando partimos.Costuma-se percorrer de noite essa praia, porque os bois andam mais depressa sem a claridade do dia”.

“De madrugada chegamos à embocadura dum riozinho chamado Rio Matinho.Aí foi preciso esperar a maré baixa para que se pudesse passar”.

“De Matinho à Caiobá o terreno eleva-se acima da praia, com uma vegetação cheia de arbustos.É de se crer que vegetação semelhante margeia também a extensão da praia que a noite percorrêramos”.

“ Caiobá é uma enseada semi-circular designada como Baía de Caiobá.Nesse lugar o terreno não é mais baixo e alagadiço como em Paranaguá.Montes elevados e cobertos de mato estendem-se até o mar, e não permitem mais aos carros de bois costear.O caminho não é praticável senão por cavaleiros e pedestres.”

Trechos extraídos e adaptados do livro de Saint Hilaire : “Viagem no interior do Brasil”, publicado em 1851, traduzido em 1931 por David Antonio da Silva Carneiro e editado por J.B. Groff, em Curitiba.

Matinhos está localizada no litoral do Paraná, com uma área aproximada de 215 km quadrados e 3 metros acima do nível do mar.

O clima é muito bom durante todo o ano, com temperatura média de 28 graus no verão e 20 graus no inverno, o que proporciona uma grande regularidade nas condições climáticas.

Está situada à 110 km de Curitiba, a capital do estado, e possui 36 balneários, iniciando no balneário Jardim Monções onde faz limite com o município de Pontal do Paraná e vai até o famoso Balneário de Caiobá, onde faz a divisa com Matinhos, são quase 17 kms de belas praias.

Em seu território correm 9 rios e são eles: da Draga, Matinhos, da Onça, Canal da Lagoa Amarela, Indaial, Novo, Cambará, do Meio e Cachoeirinha.
Em seu perímetro possui os morros Cabaraquara, Escalvado, Canela, Bico Torto, Taguá, Pedra Branca, Batatal e do Boi.

Também possui duas ilhas, a ilha do Farol e os Rochedos de Itacolomi.
População aproximada: 24.178 pessoas ( censo realizado no ano 2.000)
Número de eleitores: 19.597 pessoas votaram na eleição de 2004.
Estimativa atual da população do município: 32.000 pessoas.

 

 

            

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